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Projeto Quilombolas
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No Brasil, há ainda hoje, resquícios de história espalhados por todo o país. Lembranças de uma época difícil, marcada por confrontos e injustiças sociais.
A escravidão acabou em 13 de maio de 1888, quando a princesa Isabel assinou a lei áurea e desde então, as novas gerações mantêm algumas tradições herdadas de seus ancestrais e ao mesmo tempo, adaptam-se a vida de modernidades.
O refúgio de escravos, que antes era chamado que quilombo deu origem ao nome utilizado hoje: quilombolas.
Essa denominação caracteriza bem esse povo batalhador, que luta por melhor qualidade de vida, dignidade e inclusão social.
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Em 1988, ocorreu outro marco na história dessas pessoas, através do Artigo 68, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), decidiu-se que os quilombolas eram os donos legítimos das propriedades onde habitavam, como diz na Constituição:
“Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos.”
No estado de São Paulo, mais especificamente na cidade de Barra do Turvo, está localizada a comunidade de Remanescentes de Quilombos dos Bairros Ribeirão Grande e Terra Seca.
A comunidade uniu suas forças para montar uma pequena fábrica de açúcar mascavo e rapadura artesanal, que funciona com 14 pessoas distribuídas em funções específicas, de forma organizada e eficaz. Enquanto alguns homens colhem a cana no alto dos morros, outros a transportam com a ajuda de burros de carga. A cana alimenta o engenho, o qual gera a garapa que sai por uma bica diretamente nos tachos, onde são apurados até atingir ponto de rapadura ou açúcar mascavo. |
A produção atual é pequena, mas existe a esperança de que futuramente a fábrica seja grande e automatizada, como sonha o Sr. Pedro, um dos moradores e trabalhadores da fábrica.
Vendo a força de vontade e acreditando na capacidade da comunidade Quilombola de Barra do Turvo, a Associação Fartura Alimentos está atuando para a melhoria da qualidade dos produtos lá produzidos, auxiliando no processo produtivo e ajudando a abrir portas para a comercialização dos mesmos.
O entusiasmo e a alegria desse povo comovem e emocionam a todos, servindo como estímulo para que esse trabalho não pare. |
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