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Laboratório de Microbiologia

O laboratório de microbiologia de alimentos foi montado para avaliar e certificar a eficiência de nossos métodos de conservação, evitando assim, riscos de intoxicação por alimentos contaminados.

Contamos com todos os equipamentos necessários para efetuar análises, desde o preparo dos meios de cultura, incubação, descontaminação e esterilização.








1 – Análises Microbiológicas

Realizamos análises para identificação dos principais microrganismos patógenos envolvidos em surtos de intoxicação alimentar.

Baseamo-nos na Resolução RDC de n° 12 de 02 de janeiro de 2001, do Ministério da Saúde, a qual estabelece parâmetros e limites de aceitação da presença de cada um dos microrganismos em específico produto.

Dentre as análises estão:

  • Mesófilos totais
  • Fungos e leveduras
  • Coliformes totais e fecais
  • Staphylococcus aureus
  • Bacillus cereus
  • Salmonella sp.
  • Clostridium sulfito redutor

Muito se fala em segurança alimentar, porém, pouco se sabe realmente a respeito.

Embora muitas pessoas não dêem importância à contaminação proveniente de fontes alimentares, devemos sim nos preocupar com ela.

As bactérias, popularmente conhecidas como microrganismos ou “micróbios”, desenvolvem-se em diversas faixas de temperatura e em praticamente todos os alimentos, cada qual com sua preferência sendo por isso, mais encontrado em alimentos específicos.

As bactérias multiplicam-se através de bipartição, ou seja, uma simples bactéria, em um intervalo de 15 a 30 minutos divide-se em duas partes, dando origem a uma segunda bactéria. Esse ciclo se repete continuamente até que o alimento seja totalmente degradado.

Durante a reprodução, muitos microrganismos produzem toxinas, as quais em sua maioria, não são destruídas com simples fervura, necessitando para tanto, aquecimento em temperaturas extremamente altas, que não são alcançadas em panelas comuns e mesmo sob pressão.

A ingestão de toxinas produzidas por microrganismos pode provocar reações eméticas, gastrointestinais, além do risco de contrair doenças sérias como a salmonelose e botulismo, podendo levar a óbito, pacientes com saúde debilitada.






2 – Preparo de meio de cultura

 Para dar início às análises microbiológicas, deve primeiramente proceder com o preparo dos meios de cultura.
           
Para maior entendimento, meio de cultura é uma mistura de vários “nutrientes” que servirão de alimento para o crescimento e desenvolvimento dos microrganismos.
           
Os meios de cultura, são colocados em placas de vidro estéreis ou tubos de ensaio, aos quais acrescenta-se a amostra a ser analisada.



3 – Preparo da amostra.

O produto a ser analisado, deve ser assepticamente manipulado, para garantir que não haja contaminação do produto pelo ambiente ou até mesmo pelas mãos, saliva, cabelos de manipuladores.

A embalagem deve ser cuidadosamente limpa e esterilizada com solução de álcool 70% em capela de fluxo laminar ou próximo à chama do bico de bunsen.

Após aberta a embalagem, retira-se uma porção com auxílio de pipetas estéreis (em caso de líquidos) ou espátulas estéreis (em caso de sólidos ).



4 – Inoculação e incubação.

Pesada a amostra, a mesma é diluída em solução de cultura apropriada e inoculada em placas ou tubos, os quais são colocados em estufas de bacteriologia em temperatura adequada por determinado período de tempo.

Após a incubação, as colônias de bactérias são submetidas a diversas provas bioquímicas, para a confirmação da presença do microrganismo procurado. 



5 – Resultados

Após a confirmação das colônias, procede-se com a contagem ou o cálculo do número mais provável de microrganismos presentes no alimento.

Tendo esses resultados em mãos, podemos avaliar se o produto está próprio ou não para consumo, seguindo os parâmetros estabelecidos pela resolução RDC de n° 12 de 02 de janeiro de 2001, do Ministério da Saúde.

Através desses resultados e parâmetros pode-se concluir se o método de armazenamento foi eficiente ou não.

   
   
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